Piscininha, amor?


05/03/2019

Passou da meia noite, então, é oficial: mais um aninho de idade. “Aninho” pra não parecer muito desesperada, parecer “de boa”, mas que é estranho, isso é. Dia desses eu era a mais nova da turma/das turmas, sempre fui, ainda sou, mas era diferente.

Coincidentemente ou não, a música que estava tocando quando iniciei esse texto era “Somos tão jovens”, Legião Urbana.

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem! Selvagem!
Selvagem!
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas
agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens
Tão jovens! Tão jovens!


Verdade…. Certamente temos todo o tempo do mundo. Estou feliz agora, nesse momento, do jeito que levei o dia que antecedeu mais um aniversário. Tranquilo... casa, açaí na beira mar, basquete ao final da tarde... mesmo em pleno carnaval, tudo tranquilo. 

Mas é carnaval! O natural era estar bebendo com uma boa turma, rindo (e fazendo otras cositas mas), chegando de manhã com o pão (ou não chegando) e passar o restante do dia de ressaca…


É exatamente o carnaval. Piscininha, amor?

Sem clima total pra isso, Thanks God.


Minha vida tá boa, tranquila, tenho alcançado meus objetivos, mesmo sempre querendo mais, muito mais. Queria aprender a descansar, a agradecer e, por um momento – ou dois, descansar. Descansar minha alma e coração, sentir que estou no caminho certo, que não preciso me pressionar tanto.

Tanta coisa boa aconteceu, que, certamente, superam os momentos ruins.
Alcancei vários objetivos traçados e tenho muitos outros – maiores. Que, certamente, sugarão todas as minhas forças e esforços. Mas ao final, espero que tenha valido a pena. Eu poderia dizer que tenho certeza que valerão a pena, mas eu já não sei mais. Quando chegar lá, eu aviso.

Eu não sei com quem vou passar meu aniversário e estou bem com isso. Já não sou dependente de amigo, de pessoas, enfim. Não dependo emocionalmente de alguém pra ser feliz. Nenhum amigo ou amiga é capaz de tirar minha paz, como outrora já aconteceu. Nenhum amigo ou amiga tiram mais minha plenitude e agradeço aos meus anos de vida por isso.

Posso imaginar que esse ano será de muito, muito trabalho. Muito estudo, muito. De diversão contida e com qualidade. Círculo de amizade cada vez mais seleto. Bem, é o que eu quero e espero, porque, aí assim, quando alcançar o objetivo principal, volto aqui pra dizer se valeu a pena tanta solidão, tanto afastamento, tanta dedicação, tanta abdicação de toda essa jovialidade.

Ainda me sinto capaz, forte e viva… também pudera, são 31 anos e não 91.
Falando nisso, minha vizinha faleceu dia desses, com 99 anos de idade.
Sinceramente, não sei se quero viver tanto tempo assim.

Pra ser sincera- de novo, estou tão cansada, que, às vezes, tanto faz.
Não é fácil viver. As relações interpessoais sugam demais, machucam demais.
Pois bem, aqui vamos nós… mais um ano pra conquistar.


"Tenho 27 anos, apenas iniciando um novo caminho. Novo e gostoso caminho, com poucas noites de sono, mas muitos sonhos com uma enorme leveza na alma". Wedla Godinho, 2017.

Até breve.

DiLkinha
05/03/2019