Máscaras

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Vivemos mesmo muitas máscaras.
Somos diferentes com cada um que está perto de nós.
Fingimos sentimentos, fingimos não senti-los e fingimos senti-los.
Escondemos e jogamos, nos escondemos por trás de nossas máscaras e medos.
O medo de se apaixonar, o medo de ‘perder-se de si mesmo’, o medo de perder o controle, quando nos damos conta de que ter o controle é se perder.
Quando temos medo de nos perder é quando já estamos perdidos.
Vivemos nos refugiando em histórias passadas, que, parece, sempre serão presentes.
E futuras que já nasceram passado.
Ao final, não sabemos mais qual é a máscara original ou, pelo menos, se ela existiu.
Onde nos encontraremos?
No caos, no leve caos.

Godinho

2012