(Or)ação da Manhã

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Eis-me aqui, sem nenhuma gota de café, querendo apenas acertar.
Encontrar o caminho da paz, da possibilidade.
O erro está sempre tão próximo, as oportunidades passam tão mais perto do que queríamos.
É preciso mudar.

Alterar as velhas práticas, renovar o vocabulário de ações.
Conter-se.
Mas como se conter diante do incerto, do inseguro?
Diante do não sei?

A possibilidade do adeus, incrivelmente, choca.
Ninguém está preparado para as partidas, ainda que pareçam singelas.
Mas não estar preparada, não significa não suportá-las, algumas vezes, é, até mesmo, desejá-las.

“Todo fim é um começo.”
(Coloco entre aspas porque alguém no mundo já deve ter dito isso e se apossado dessas palavras).
Um começo que machuca, que confina.

Mas, enfim, não quero o fim, nem o começo.
Quero o meio: essa imensidão de dúvidas, receios e anseios.
Quero continuar com as orações da manhã e as gotas alucinógenas do teu café.

Dilka God.