Ego



Estou dispensando os amores perfeitos, mas impossíveis.
Daqueles em que impossibilidade não teve a desonra de torná-lo imperfeito.
Foi perfeito mesmo. Foi novo, por mais antagônico que possa parecer.
Daqueles em que o coração dispara, que a alma adormece, que o corpo estremece.
Daqueles em que você fecha os olhos e pronto, nada mais existe, do que os dois e o amor.
Preciso virar a página e deixá-lo seguir, mas sabe o ego?
O ego é o pior inimigo dos relacionamentos.
Você mesma escolheu tentar virar a página, mas sabe o ego?
Aquele que fere quando você percebe que quem já virou a página foi o outro?
E você está lá, na mesma página de um livro, tentando começar outro, sem (conseguir) finalizar o que passou. Você amou (ama) mesmo.
O livro já está lá há tempos, na mesma página, riscada e demasiadamente marcada.
Sabe ver teus braços abraçando outros braços? Maldito facebook, bendito facebook.
O que vai “massagear meu ego” agora?
Ego, do latim, EU.
Meu Deus.
Como é difícil um amor perfeito mas impossível.
Estou dispensando o impossível e dando as boas vindas à possibilidade.
Se for amor é possível? Vai falar isso ao mundo, vai tentar acreditar nisso.
O amor tem razões, limitações e até emoções.
E agora, deixem-me ir, porque preciso virar umas páginas inacabadas.