EXTRA CLASSE

EXTRA CLASSE
Ao que tratávamos em uma de nossas aulas anteriores a respeito do tratamento dado à população, pude fazer algumas considerações e queria compartilhar com vocês, colegas de classe e profissão (estudantes de Direito).
Citando o fórum de Fortaleza como exemplo, nota-se um grande desrespeito ao se tratar com a vida das pessoas. Vemos juízes totalmente desinteressados, infringindo tantos princípios constitucionais, inclusive o da efetividade da prestação jurídica que já aprendemos.
Se nós, estudantes, sofremos para assistir a quatro audiências recomendadas pelo professor, se nós perdemos tardes inteiras no fórum a espera de pelo menos uma audiência e dificilmente conseguimos assisti-las, se nós que não somos os interessados no processo, tivemos acessos de raiva e indignação, imagina aqueles que estão diretamente envolvidos no processo e dependendo de uma decisão do juiz, para causas que estão ligadas diretamente à suas vidas.
Pergunto-me: - o que está faltando para que nosso ordenamento jurídico não passe de meras palavras mortas? A população está totalmente descrente do cumprimento desse sistema constitucional Precisamos, como alunos de Direito e como futuros e excelentes profissionais, começar desde hoje, a se sensibilizar com o tratamento que é dado às pessoas que precisam do Direito. Afinal, do jeito que está, daqui alguns anos, poderão ser eles os nossos clientes.
O que falta não é uma fiscalização, não é um órgão que esteja obrigando “os profissionais do Direito” a cumprir sua obrigação. O que falta não são sanções para que sirvam como ameaça. O que falta, eu diria, resume-se numa tríade: Humanidade, Ética e Moral. O que precisa é que os agentes responsáveis pela efetivação da lei tenham humanidade na alma. Que saibam olhar para as partes não como meras peças de um processo, mas como pessoas que esperam e que buscam a justiça.
O que falta são agentes jurídicos interessados não só em tomar decisões, mas agentes jurídicos interessados em fazer a verdadeira justiça com humanidade e constitucionalidade.
Godinho