"Começamos a comer do Pão"



Parecia um dia tão normal, tão atarefado como todos. Mas que tarefa agradável essa de servir a Deus. Empilhar cadeiras, carregá-las, limpá-las. Encontrar pessoas apaixonadas por servir. Cantar, brincar entre amigos. Estar em comunhão. Conhecer e zelar por pessoas maravilhosas. Pastores amigos e amigos pastores. Líderes amigos e amigas. Márcio, Andréia, Paulinho, Carla falo, também, de vocês. Não sabem o quanto me sinto feliz por apenas tê-los.



Naquele dia, sábado, tudo estava sendo preparado para que O culto fosse prestado a Deus. Fazíamos tudo de maneira tão humilde, tão famintos pela presença de Deus. Mal sabíamos que estávamos preparando um grande cenário, um grande palco para a presença do Deus altíssimo.

Foi tão visível que Deus agradou-se do nosso "servir", tão visível, que houve o pão.



Orações incessantes, clamores e pedidos insaciáveis foram feitos para que Deus permitisse que nós O alcançássemos pelo menos por alguns minutos. Parecia que tudo estava tão bem, até que algo entristeceu nossos corações. Que pena, que pena. Que alguns descautelosos se permitem ser usados ou nem mesmo se percebem ser usados para estragar a festa do Senhor.

Picardia com o Ser Celestial.



O clima parecia pesado para que a presença de Deus se manifestasse, para que o Espírito Santo se derramasse sobre aquele local, sobre aqueles jovens. O ambiente parecia ter sido preparado com tanto amor, tanta paz. Pensava eu, por um momento, ter sido capaz de destruir tudo que construimos, mas logo pensei, que o MEU DEUS é tão profundamente maior que um "clima pesado". Não tinha mais noção do que poderia acontecer naquela noite, só esperava que pudesse enxergar a face de Deus, ainda que isso me custasse a vida. Não me importaria mais a vida depois de ver a face do meu Senhor.



O culto teve continuidade e com ele os corações foram sendo delicadamente amaciados por Deus. Um leve sopro de Deus pairava sobre aquele local, limpando, varrendo, suprimindo tudo que havia de ser contra o Poder Divino. Foi quando percebi que estávamos começando a comer do Pão. Tão saboroso ao coração, à mente, à alma, ao espírito. Tão sublime. Quando menos esperei, um mar de lágrimas começou a correr naquele lugar. O clamor insaciável. Uma busca incansável. Um desejo de querer mais, de sentir mais daquele poder. Jovens prostados diante do Altíssimo começam a soluçar sem nenhuma razão aparente e científicamente comprovável. Era a glória de Deus. A vontade de chorar parecia não ter fim. Que doce dor. Que doce desejo de buscar mais e de chorar aos pés de Jesus sem nunca mais cessar. Deixar que nossos corações continuassem a ser amaciados, que nossos rostos fossem regados por tantas lágrimas de glória até depois de não aguentarmos mais.



Estávamos "caçando Deus" e Ele permitiu que o alcançássemos um pouco, digo, um pouco. Quanta bondade. Quanto amor.

Há algo em meu coração que diz que ainda vamos alcançar muito mais!

Se buscarmos.

Há ainda tanto a ser dito e vivido. As marcas de Deus não nos deixarão esquecê-lo.

Obrigada Senhor porque começamos a comer do Pão.

Dá-nos muito mais do que possamos imaginar!

Obrigada por aquela Noite, a melhor de todas até que agora, noite a qual Deus se manifestou poderosamente.


Obrigada.

Quebranta meu coração Jesus.

E perdoa minhas terríveis falhas.

Mostra-se Senhor para que ninguém, em lugar algum, venha a duvidar do teu perfeito amor.


DiLkinha.





** Obrigada Senhor pelo que Tu tens me dado.